Pelo segundo ano consecutivo São Paulo tem a maior parada gay do mundo. A expectativa foi superada.
A parada gay também já teve suas verões gaúchas, uma delas foi na avenida Bento Gonçalves em Pelotas no dia 11 de julho de 2004. A versão gaúcha se chama 3ª Avenida da Diversidade e não levou tanta gente a rua, mas conseguiu um número razoável de 10 mil pessoas.

Pelotenses tomaram a avenida Bento Gonçalves
(Foto retirada do site Correio do Povo) Na versão gaúcha as atrações eram por conta de shows de drag queens, transformistas e um desfile pela via, o que animou muito o público lá presente que no ano de 2003 chegou a 8 mil pessoas. O evento defende a liberdade e a diversidade sexual.
Ainda houve outras paradas como a 1º Parada Livre realizada em Alvorada no dia 20 de julho de 2003. O Movimento pela Livre Orientação Sexual de Alvorada (Se Ame) reuniu milhares de pessoas na praça central e puderam conferir desfiles e apresentações artísticas de transformistas.
Segundo a vice-coordenadora do Se Ame, Vera Iob, a ONG criada em outubro de 2002 visa desenvolver a consciência homossexual no município, prevenir contra as doenças e proteger os direitos humanos. 'Precisávamos ousar. Esta é a primeira parada gay de Alvorada.' Conforme ela, a idéia era dar visibilidade ao movimento e dialogar com a comunidade. 'Queremos aproximar e diminuir o preconceito.' Vera enfatizou a participação ativa do Se Ame em atividades da prefeitura e do Movimento Negro.
Foi em 2003 também que ocorreu a Parada Gay Especial em Nova York. “Nova Iorque realizou uma edição bastante especial - a 34a - da Parada do Orgulho Gay, depois de a Corte Suprema americana ter condenado, semana passada, as leis anti-sodomia ao desaparecimento” (trecho retirado da página do jornal Correio do Povo).
Ainda no ano de 2003 a 7a parada gay de Porto Alegre no parque Farroupilha. Além dos shows tradicionais havia também carros alegóricos. 'A receptividade do público comprova que os porto-alegrenses gostam de admirar a diversidade', salientou Cláudio Nunes, do Grupo Nuances, responsável pela organização da segunda maior passeata gay do Brasil. O público total foi de 70 mil pessoas entre eles participantes e simpatizantes . 'Não temos preconceito e inclusive trago minhas filhas para que respeitem essa opção', completou a socióloga Jane Braum, ao lado das duas filhas e do neto recém-nascido. A parada surgiu em Nova Iorque (EUA), nos anos 70, como tributo ao levante de Stone Wall, de 1969, quando gays resistiram à prisão trancados em um bar. Em São Paulo ocorre a segunda maior parada do mundo até então. Recordes que foram quebrados em 2004 e 2005 na própria capital (São Paulo).
O preconceito está diminuindo ainda que seja muito grande, podemos ver isso pelo número de pessoas que todos os anos participam e assistem a parada gay e é assim que eles procuram ser aceitos e respeitados como um ser humano normal, não como um simples animal.
Linkis que foram usados na pesquisa:
Correio do Povo